Aparecida, 16 de Agosto de 2022
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Nos 100 anos da Semana de Arte Moderna, conheça peças de Victor Brecheret expostas no Museu Nossa Senhora Aparecida

Três peças fazem parte do acervo e foram doadas pela filha do escultor

Escrito por Comunicação Interna

15 FEV 2022 - 10H36 (Atualizada em 15 FEV 2022 - 12H30)

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O Museu Nossa Senhora Aparecida é conhecido por suas exposições de arte sacra, objetos litúrgicos e por abrigar duas peças fundamentais na história da devoção a Nossa Senhora Aparecida: as correntes do escravo Zacarias e a pedra do cavaleiro ateu. Mas o que pouca gente sabe é que o Museu também abriga peças de Victor Brecheret, um dos responsáveis por introduzir o movimento modernista na escultura do Brasil a partir da Semana de Arte Moderna, em 1922, quando expôs vinte esculturas no Teatro Municipal de São Paulo. É de sua autoria o "Monumento às Bandeiras", instalado no Parque do Ibirapuera, na capital paulista.

A Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo, entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal da cidade.

No Museu Nossa Senhora Aparecida o visitante tem a oportunidade de ver de perto três obras do escultor. A peça mais antiga da coleção, Pietá, foi feita na década de 20 e é a maior, com 73,5 cm. Confeccionada em cimento, a escultura representa a Virgem Maria com Jesus morto nos braços, logo após a crucificação. Já a Madona foi feita na década de 40 em gesso patinado, mesmo material do Anjo, moldado na década de 50, pouco antes da morte do artista. As obras fazem parte do movimento modernista brasileiro, que dominou o cenário artístico do país na primeira metade do século XX.

As obras pertenciam a uma coleção particular e foram doadas ao Museu pela filha do artista, Sandra Brecheret Pellegrini.

Victor Brecheret

Nascido na cidade italiana de Farnese, no dia 15 de dezembro de 1894, “Vittorio Breheret” era filho de Augusto Breheret e Paolina Nanni. Contudo, foi criado pelo tio materno, Enrico Nanni, após a morte de sua mãe.

Emigrou para o Brasil em 1904. No ano de 1912, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo para aprender desenho e modelagem, bem como técnicas de entalhe em gesso e mármore.

No ano seguinte (1913), Brecheret se muda para Roma, onde irá permanecer por seis anos estudando escultura.

Foi nessa época que o escultor teve os primeiros contatos com os artistas das vanguardas europeias. Os primeiros frutos viriam em 1916, quando ganha o primeiro prêmio na Exposição de Belas-Artes em Roma, com a obra "Despertar".

Em 1919, Victor cria seu ateliê em São Paulo, onde logo é descoberto por artistas vanguardistas brasileiros como Oswald de Andrade (1890-1954), Mário de Andrade (1893-1945), Di Cavalcanti (1897-1976), dentre outros.

Dois anos depois, (1921), Brecheret é agraciado com uma bolsa e viaja para Paris, onde permanece até 1935.

Em 1922, Victor Brecheret participou com dezenas de obras na Semana de Arte Moderna, quando teve suas esculturas expostas no Teatro Municipal de São Paulo.

Em 1923, o artista recebe uma encomenda do governo do Estado de São Paulo: a execução do "Monumento às Bandeiras", a qual levaria mais de trinta anos para ser concluída.

Este monumento foi inaugurado em 1953 e está exposto no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Sua primeira exposição individual viria em 1926, na capital paulista.

No ano de 1932, Brecheret torna-se sócio fundador da “Sociedade Pró-Arte Moderna” e, em 1941 é vencedor no concurso pela execução do “Monumento ao Duque de Caxias”. É neste período que o escultor amadurece plenamente, quando passa a evocar elementos estéticos da cultura indígena brasileira.

Em 1950 e 1952, o modernista expõe na XXV e XXVI Bienais de Veneza. Irá expor também na “1ª Bienal Internacional de São Paulo” (1951), quando foi premiado como melhor escultor nacional.

Veja as imagens expostas no Museu: 

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